A mãe de Iago Victor Nascimento Colares, de 25 anos, afirmou que ainda não sabe como o filho foi agredido nem quem são os responsáveis pelo crime que terminou com a morte dele, em Manaus. Em entrevista ao g1, a administradora Tatiana Colares disse viver uma “tortura” diante da falta de respostas sobre o caso.
Iago morreu na madrugada de 7 de setembro após ser agredido depois de sair para comemorar a conquista de um novo emprego. O estudante de Psicologia tinha diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) nível 2 de suporte e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
“É uma tortura não saber o que aconteceu com meu filho. Iago não estava armado, não devia ninguém e não era uma pessoa agressiva, tão pouco, nunca roubou, enganou ou fez mal pra qualquer pessoa nessa vida”, disse a mãe.
Segundo Tatiana, o filho saiu de casa na noite de 6 de setembro para participar das comemorações do Sou Manaus, no Centro Histórico da capital. Depois das 22h, ele ainda fez publicações nas redes sociais. Após esse horário, a família perdeu contato com o jovem.
Até o domingo (20), os familiares não tinham informações sobre onde a agressão aconteceu, quem encontrou Iago ferido ou quem acionou o atendimento médico. A mãe também afirmou que não sabe com quem o filho esteve antes de ser encontrado.
“Eu não sei informar, porque todos os amigos dele me disseram que não tinham falado com ele”, contou.
Tatiana disse ainda que busca, com ajuda de amigos e familiares, informações que possam esclarecer o caso. Segundo ela, a abertura tardia do inquérito prejudicou a obtenção de imagens que poderiam ajudar nas investigações.
“É uma tortura não saber o que aconteceu com meu filho. Abriram o inquérito policial tardio e infelizmente não temos mais acesso às imagens das câmeras, onde aconteceu o crime”, declarou.
Jovem foi levado ao SPA com vida
Após as agressões, Iago foi levado para o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Colônia Oliveira Machado, na Zona Sul de Manaus.
De acordo com Tatiana, com base em relatos de pessoas que estavam na unidade de saúde, o jovem chegou inconsciente, com dificuldade para respirar e sem conseguir informar a própria identidade.
“Ele ainda não estava morto, mas estava gravemente ferido. Pelo menos foi o que falaram no SPA. Ele chegou ainda com vida, inconsciente, não conseguiu se identificar, mas estava com os olhos ainda apresentando resistência e respirando com dificuldade”, relatou.
Iago morreu por volta de 1h do dia 7 de setembro.
Investigação
O boletim de ocorrência registrado pela família classifica o caso como homicídio simples. A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Até a última atualização desta reportagem, a família afirmava não ter recebido informações sobre a dinâmica do crime nem sobre possíveis suspeitos.
Iago havia acabado de ser contratado para trabalhar como corretor de imóveis e começaria no novo emprego após o feriado da Independência. Ele também cursava o sexto período de Psicologia e sonhava em concluir a graduação.
Segundo a mãe, o jovem queria usar a profissão para ajudar pessoas a enfrentar o preconceito, a rejeição e dificuldades emocionais.
FONTE: Por G1 AM/Iago Colares morreu em 7 de setembro deste ano após ser agredido em Manaus — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal




































