
Uma estudante quilombola da UFPA (Universidade Federal do Pará) foi convidada a se retirar da sala de aula à pedido de professora por estar acompanhada do filho. O caso ocorreu na última segunda e mobilizou coletivos e centro acadêmicos a favor da jovem.
À CNN Brasil, Lorrany da Paixão Maia relatou que havia entrado em contato com um dos professores da disciplina que não conseguiria deixar seu filho sozinho em casa. Nos áudios acessados pela reportagem, o professor com quem a estudante teria tentado resolver a situação afirmou que não daria aula. Mas ele teria dito que a docente responsável havia informado à jovem para que levasse a criança com ela à aula.
Quando chegou na sala de aula, onde a professora já estava presente, Lorrany foi pressionada a “resolver aquela situação”. A estudante logo entendeu que estava se referindo ao seu filho. A docente então pediu para que a jovem se retirasse da sala, pois, segundo o relato, não era da “conduta” da professora ministrar aula daquela maneira.
“Ou você escolhe estudar, ou o seu filho”, é o que a professora teria dito à jovem.
Lorrany destaca o constrangimento frente à postura da docente, que orientou a estudante a “enfrentar a realidade”, pois ela também teria deixado a filha de 16 anos em casa para trabalhar. A professora ainda teria pedido para a a jovem parar de chorar porque mostraria sinal de vitimismo.
Após o episódio, a Lorrany foi acolhida por colegas e outros professores. Segundo a moça, que fez uma denúncia à ouvidoria da instituição, a diretoria afirmou que “tentaria resolver” a situação.
A CNN entrou em contato com a universidade, mas não obteve retorno até o momento.
Nas redes, coletivos universitários e centro acadêmicos deram apoio a Lorrany e convocaram um ato na última quarta (11) pedindo a expulsão da professora e prestaram apoio às mães na universidade.
Lorrany sente medo de voltar a estudar toda vez que lembra do episódio, mas diz se sentir confortável quando vê o carinho que recebe dos colegas. Ela afirma que apesar das aulas correrem normal, os alunos escolheram faltar em apoio à mulher.
FONTE: Por CNN



































