Início Manaus Chacina no Ramal Água Branca: PMs acusados retornam à corporação no Amazonas...

Chacina no Ramal Água Branca: PMs acusados retornam à corporação no Amazonas proibidos de portar armas

Os dez policiais foram transferidos para a Diretoria de Ensino da PMAM. Decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 8 de janeiro.

0
Policiais militares suspeitos de participação em chacina em Manaus foram presos em 2022 — Foto: Josney Benevenuto/Rede Amazônica

Dez policiais militares da Rocam (Ronda Ostensiva Cândido Mariano), acusados pela chacina do Ramal Água Branca em dezembro de 2022, foram reintegrados à Polícia Militar do Amazonas. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 8 de janeiro. Eles voltam sem poder atuar em funções operacionais ou portar armas de fogo durante o serviço.

Eles são acusados pelas mortes de Diego Máximo Gemaque, 33 anos; Lilian Daiane Máximo Gemaque, 31 anos; Alexandre do Nascimento Melo, 29 anos; e Valéria Pacheco da Silva, 22 anos. Os quatro foram encontrados mortos dentro de um carro no Ramal Água Branca, na zona norte de Manaus.

g1 questionou a Polícia Militar do Amazonas sobre a reintegração, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Os dez policiais haviam sido afastados em novembro de 2023. Na época, perderam a função pública e os salários, que variavam entre R$ 5,6 mil e R$ 19 mil. Agora, foram reclassificados para a Diretoria de Ensino da PM-AM, setor responsável pela gestão educacional da corporação.

Na publicação, os policias que voltaram ao serviço são:

Segundos-sargentos:

  • Charly Mota Fernandes
  • Jonan Costa de Sena

Terceiro-sargento:

  • Raimundo Nonato do Nascimento Torquato

Cabos:

  • Diego Bentes Bruce
  • Stanrley Ferreira Cavalcante
  • Anderson Pereira de Souza
  • Maykon Horara Feitoza Monteiro

Soldados:

  • Dionathan Sarailton de Oliveira Costa
  • Weverton Lucas Souza de Oliveira
  • Marcos Miller Jordão dos Santos

🔎 Em 2023, a Justiça do Amazonas determinou a suspensão dos policiais militares, com a sentença, os PMs também deixaram de receber os salários. O magistrado também decidiu que outras medidas cautelares seriam aplicadas aos policiais militares.

Doze policiais militares foram presos suspeitos de participação em chacina em Manaus. — Foto: Josney Benevenuto/Rede Amazônica

Doze policiais militares foram presos suspeitos de participação em chacina em Manaus. — Foto: Josney Benevenuto/Rede Amazônica

O caso

Vídeos feitos por moradores mostram o momento em que os agentes abordaram o veículo das vítimas horas antes dos assassinatos. Câmeras da Secretaria de Segurança Pública também registraram viaturas da Rocam escoltando o carro em direção à Zona Norte.

Segundo o Ministério Público, as vítimas foram submetidas a um “tribunal” formado por 16 policiais militares antes de serem mortos. Após a divulgação das imagens, a Polícia Militar afastou os agentes e determinou a instauração de um procedimento investigatório para apurar o caso.

Com base nas provas, a Justiça do Amazonas aceitou a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e tornou os policiais réus. Em outra decisão, a justiça estadual decidiu que 16 policiais militares seriam levados a júri popular.

Câmera de monitoramento registra passagem de veículo de chacina e viaturas, em Manaus. — Foto: Reprodução
Câmera de monitoramento registra passagem de veículo de chacina e viaturas, em Manaus. — Foto: Reprodução

FONTE: Por G1 AM

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui