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Mais dois casos de rabdomiólise são registrados no interior do AM

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Doença está relacionada ao consumo de peixes no Amazonas — Foto: Marcelo Moreira/Rede Amazônica

Houve registro de pacientes com a doença em pelo menos dez municípios. Total de casos vai a 57 no estado.

Mais dois casos de rabdomiólise foram registrados em Urucurituba, nesta quinta-feira (9), conforme informação divulgada pela Vigilância Epidemiológica da cidade. No total, chega a 57 o número de casos registrados no Amazonas.

De acordo com a enfermeira Vilma Rodrigues, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, o primeiro caso é de uma mulher de 74 anos. Ela teria ingerido peixes tambaqui e pacu no dia 31 de agosto e, no dia 1º de setembro, apresentou sintomas, como dor abdominal, mal-estar e urina de coloração escura. A paciente recebeu atendimento médico e já recebeu alta.

O segundo caso é de um homem de 24 anos, que ingeriu tambaqui no dia 7 de setembro. No mesmo dia, ele começou a apresentar sintomas. O rapaz segue estável e permanece internado em Urucurituba.

Na semana passada, amostras de peixes e de água foram coletados em Itacoatiara para análise. O objetivo é identificar a origem do surto de rabdomiólise.

Houve registro de pacientes com a doença em pelo menos dez municípios:

  1. 37 casos em Itacoatiara, incluindo uma morte
  2. quatro em Silves
  3. quatro em Borba
  4. três em Manaus
  5. três em Parintins
  6. um em Caapiranga
  7. um em Autazes
  8. um em Maués
  9. um em Manacapuru
  10. dois em Urucurituba
Restrição no consumo de peixe

No dia 1º de setembro, a Secretaria de Saúde do Amazonas publicou um comunicado de risco com orientações para que a população restringisse o consumo de pescado das espécies pirapitinga, pacu e tambaqui no município de Itacoatiara por 15 dias. A medida é uma maneira para conter a proliferação da rabdomiólise na região.

Surtos anteriores

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) informou que essa é a terceira vez que ocorrem surtos de rabdomiólise no Amazonas.

  1. O primeiro foi em 2008, com 27 casos nas cidades de Manaus e Careiro. Nenhuma morte foi registrada.
  2. O segundo foi em 2015, com 74 casos registrados em Manaus, Itacoatiara, Itapiranga, Nova Olinda do Norte, Autazes e Urucurituba. Nenhuma morte foi registrada.
  3. Em 2021, até então, são 55 casos, em nove cidades diferentes. Uma mulher morreu em Itacoatiara.

FONTE: Por G1 AM

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