Início Política Após nota de Moraes, BC confirma reunião com Galípolo sobre Magnitsky

Após nota de Moraes, BC confirma reunião com Galípolo sobre Magnitsky

Comunicado foi divulgado após ministro afirmar que o encontro com Gabriel Galípolo tratou das consequências da aplicação da Lei Magnitsky contra ele

0
Fachada do prédio do Banco Central em Brasília • 18/12/2024 - Reuters/Adriano Machado

O Banco Central confirmou nesta terça-feira (23) que manteve reuniões com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky.​

O comunicado foi divulgado após Moraes afirmar em nota à imprensa que a reunião que teve com o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, foi para discutir as consequências da aplicação da Lei Magnitsky contra ele.

De acordo com o ministro do STF, também foram feitas reuniões individuais com o presidente jurídico do Banco Itaú e com a presidente do Banco do Brasil. Além disso, Moraes informou que um encontro coletivo foi realizado com representantes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da Febraban, do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú para debater o tema.

“Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, disse Moraes em nota.

Os posicionamentos foram divulgados após o jornal O Globo noticiar que Moraes teria procurado Galípolo para interceder pelo Banco Master junto ao Banco Central em pelo menos 4 ocasiões. A informação foi confirmada pela CNN Brasil. O ministro não cita o banco na nota.

O escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, prevendo pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões entre 2024 e 2027.

Em setembro, o Banco Central vetou a compra do Banco Master pelo BRB, citando ausência de documentos que comprovassem a “viabilidade econômico-financeira”. Dois meses depois, em novembro, a autoridade monetária decidiu liquidar a instituição financeira por “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do sistema financeiro.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, deflagrada para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. No fim de novembro, o banqueiro foi solto com tornozeleira eletrônica após decisão do TRF (Tribunal Regional Federal).

FONTE: Por CNN

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui